Diwali — o Festival da Luz que celebra o triunfo da vida

Diwali — o Festival da Luz que celebra o triunfo da vida

O Diwali, também chamado Deepavali, é uma das celebrações mais luminosas e significativas do mundo.
Nascido há mais de 2.500 anos no subcontinente indiano, o festival simboliza a vitória da luz sobre a escuridão, do bem sobre o mal e do conhecimento sobre a ignorância. Mais do que um evento religioso, o Diwali é uma celebração da alma — um lembrete de que, mesmo nas noites mais escuras, sempre existe uma chama acesa dentro de nós.

O significado espiritual

O Diwali é celebrado principalmente pelos hindus, mas também tem grande importância para sikhs, jains e budistas Newar.
Cada tradição interpreta o festival à sua maneira, mas o sentido central é sempre o mesmo: a luz que desperta a consciência.

 No hinduísmo

O festival se estende por cinco dias e reúne diversas histórias e símbolos espirituais:

    • Lakshmi e Ganesha: As pequenas lâmpadas de barro (diyas) são acesas para guiar Lakshmi, deusa da prosperidade, e Ganesha, o removedor de obstáculos.

    • Rama e Sita: No norte da Índia, o Diwali marca o retorno de Rama e Sita a Ayodhya, após derrotarem o rei demônio Ravana — símbolo da vitória do bem.

    • Krishna e Narakasura: No sul, celebra-se a vitória de Krishna sobre o rei demônio Narakasura, representando a libertação da ignorância.

    • Kali: Em Bengala, a deusa Kali é reverenciada como força que dissolve as sombras interiores.

Em muitas regiões, o festival também coincide com o Ano Novo hindu, marcando o início de um novo ciclo de prosperidade e renovação.

Diwali em outras tradições indianas

  • Jainismo: Celebra o Mahavira Nirvana Divas, o dia em que Mahavira, o 24º Tirthankar, alcançou o nirvana — a libertação final da alma.

  • Sikhismo: O festival coincide com o Bandi Chhor Divas, quando o Guru Hargobind foi libertado da prisão junto a 52 reis. O Templo Dourado em Amritsar brilha com milhares de luzes.

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As luzes e os gestos que transformam

O nome Deepavali vem do sânscrito dīpāvalī, que significa “fileira de luzes”.
Durante cinco dias, a Índia inteira se enche de brilho: ruas, templos e casas são iluminados com velas, lamparinas e guirlandas coloridas.

As pessoas limpam e decoram suas casas, criam desenhos de Rangoli com pós coloridos, trocam doces e presentes, vestem roupas novas e compartilham refeições em família.
É um tempo de recomeço e união — um convite à alegria e à gratidão.

A força simbólica do fogo

O fogo no Diwali representa a luz interior que vence as sombras.
Em várias partes da Índia, ele aparece de formas diferentes:

    • Goa: Queima de enormes efígies do demônio Narakasura.

    • Odisha: Tochas acesas para guiar as almas dos ancestrais.

    • Tamil Nadu (Karthigai Deepam): Um caldeirão gigante de ghee é aceso no Monte Arunachala, símbolo da luz infinita de Shiva.

Hoje, o Diwali é celebrado por milhões de pessoas em todo o mundo — da Índia ao Nepal, da Malásia ao Reino Unido. E em todas as versões, o gesto é o mesmo: acender luzes fora e dentro de si.

Luz que inspira

Mais do que uma data no calendário, o Diwali se tornou um símbolo universal de esperança, renovação e fé.

Para mim, o Diwali é mais do que um festival — é uma metáfora viva.
Cada diya aceso me lembra que a verdadeira luz nasce de dentro, e que cada gesto de bondade ou clareza é também um ritual de transformação.

Acender uma luz, mesmo pequena, já é desafiar a escuridão

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Foto de Marcela Dâmaris

 

Marcela Dâmaris

Designer de aprendizagem, praticante de Yoga e criadora da Trip.MySelf.
Conduzo vivências e celebrações que integram corpo, respiração e sentido —
para que cada caminho seja também um retorno para dentro.

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